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terça-feira, 23 de outubro de 2012

O genocídio dos índios Guarani Kaioá - "Decretem aqui nossa extinção e nos enterrem aqui"

Manifestação dos índios Guarani Kaioá 
Quais foram os assuntos principais da última semana? Basicamente Avenida Brasil, Julgamento do Mensalão e Kit Gay. (Não que o mensalão e o kit gay não sejam importantes - é, Avenida Brasil não é importante -, mas o mensalão já está consumado, o Kit Gay é a coisa mais pejorativa e preconceituosa de 2012 e para a questão dos índios ainda há antídoto, logo, foco na problemática dos índios). Alguém ouviu falar sobre um total de 863 índios que se suicidaram por perderem suas terras para o Governo Federal e lutaram anos contra pistoleiros que os cercaram, passando os índios a viverem isolados, se alimentando uma vez por dia e sem nenhuma assistência? E sobre os 170 que ameaçam se suicidar, mas ainda nutrem alguma esperança? E que muitos mais irão fazer o mesmo no futuro, se nada for feito, afinal, a justiça já declarou a expulsão dessas tribos das terras e eles não tem lugar para ir. É, parece que a grande mídia não se importa muito; ou porque não dá ibope e com isso não dá lucro, ou porque é melhor esconder o problema.
Problema dependendo da ótica, afinal, tem sempre aquela visão popular de que essas terras são "desocupadas" ou que "não tem ninguém lá, só índio". Parece que não só para o brasileiro, mas para toda essa cultura - que se diz civilizada - o índio não é homem. Isso é comprovado pelo maior genocídio da história, quando 250 milhões de índios- sim, muito mais do que judeus, muçulmanos, negros ou qualquer outro grupo - foram mortos na colonização das Américas. 
Mais de 500 anos depois da colonização, os índios ainda passam pelos mesmos problemas e preferiram morrer do que viver fora de suas terras ou simplesmente continuar lutando. Segue um trechinho da carta testamento dos índios: 



"- Pedimos ao Governo e à Justiça Federal para não decretar a ordem de despejo/expulsão, mas decretar nossa morte coletiva e enterrar nós todos aqui. Pedimos, de uma vez por todas, para decretar nossa extinção/dizimação total, além de enviar vários tratores para cavar um grande buraco para jogar e enterrar nossos corpos. Este é o nosso pedido aos juízes federais." 



Manifestações em Brasília
Alguns links importantes:







Por Julia Cruvinel

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Geração Beatnik: a origem do movimento Hippie


"Bíblia Hippie"
"Estar em movimento." Este é o principal objetivo da Geração Beat. Essa 'geração' é formada por um grupo de jovens intelectuais americanos que, em meados dos anos 50, se viam cansados da monotonia da vida tediosa e de ter como ídola à vida suburbana na América do pós-guerra, resolveram - regados a jazz, drogas, sexo livre e pé-na-estrada - fazer sua própria revolução cultural através da literatura e da música. Depois, começou-se um movimento do mesmo nome ou  Beatniks (que inclusive gerou controvérsias e foi caracterizado como pejorativo). 

Estes artistas levavam vida nômade ou fundavam comunidades. Parece familiar? Sim, foi daí que surgiu o movimento hippie. Muitos remanescentes do movimento hippie se autodenominavam beatniks e adivinha quem foi o maior divulgador do movimento: ninguém mais e ninguém menos do que John Lennon. Mais coincidência ainda: a inicial “Beat” parece bem comum agora certo? John Lennon se inspirou no movimento para dar nome a sua banda, The Beatles. 
Na verdade, a "Beat generation", tal como os Beatles, o movimento hippie e, antes de todos estes, o Existencialismo, fizeram parte de um movimento maior, hoje chamado de "contracultura”. Os membros da Geração beat ganharam reputação de serem os novos boêmios hedonistas – que buscam o prazer - que celebravam a não-conformidade e a criatividade espontânea. Porém, a mensagem que os Beatniks queriam passar, só sofreu significativa influência na sociedade, a partir da década de 60, com o surgimento da comunidade hippie.

O marco principal do movimento, On The Road, de  Jack Kerouac, foi então popularmente chamado de " Bíblia Hippie " . O livro contava com uma narrativa alucinante que impressionou seus editores! Seu estilo de escrita, dispensava as regras formais da escrita. "On The Road" foi escrito em um rolo de papel contínuo, durante 20 dias e noites de transe permanente sob o efeito de benzedrina durante o mês de abril de 1951. E este é uma das características do movimento: escrita compulsiva, pensamentos desordenados e intensidade em tudo. Vale lembrar que Beatnik abrigava jovens que tinham um forte desprezo pelos ideais americanos e que apoiavam um estilo de vida que o famoso "American way of life" não poderia suportar.


Protagonistas da geração Beatnik
Principais nomes da geração Beat:
Jack Kerouac - Pé na estrada (On the Road, 1957);
William Burroughs - Junkie (1953) e O Almoço nu (The Naked Lunch, 1959);
Allen Ginsberg - O uivo (Howl, 1956) e Kaddish (1960);
Gregory Corso - “Marriege” (1960);
Gary Snyder - Riprap (1959).







Por Laura Lattaro e Julia Cruvinel


Fontes de ajuda pra pesquisa: Caderno Cultural

sábado, 13 de outubro de 2012

Suicídios que mudaram a história

Oi galera! O suicídio é um assunto bem polêmico e sobre o qual nunca teremos uma verdade absoluta, pois cada caso é diferente. Os nazistas apontam o suicídio como um ato de heroísmo e na minha opinião todos os grupos realmente radicais também. Eu não concordo muito, acho que ele é mais um "escape". Mas o post na verdade é sobre alguns suicídios que se tornaram bem populares e alguns até desencadearam grandes mudanças políticas.

Getúlio

Getúlio Vargas - o presidente populista se matou depois de seu governo democrático, em 1954, e deixou uma carta testamento que dizia "Eu vos dei a minha vida. Agora ofereço a minha morte. Serenamente dou o primeiro passo a caminho da eternidade e saio da vida para entrar na História.". Dito e feito, considerado até hoje uns dos maiores presidentes brasileiros, ele conseguiu com essa carta adiar o golpe militar em 10 anos, sendo que os militares tomaram o poder só em 1964.


Kurt



Kurt Cobain - o famoso cantor de grunge da banda Nirvana se matou e deixou uma carta dirigida aos fãs, se explicando, a mulher Courtney Love e sua filha. Na carta dizia "Eu sou mesmo um bebê errático e triste! Não tenho mais a paixão, então lembram, é melhor queimar do que se apagar aos poucos. Paz, Amor, Empatia."





Protestos pela morte de Bouazizi

Mohamed Bouazizi - vendedor ambulante de frutas e verduras de 26 anos fez um ato de protesto que desencadeou a Revolução de Jasmim e esta levou a Primavera Árabe. O vendedor impossibilidade de trabalhar e com suas mercadorias confiscadas ateou fogo ao próprio corpo.




Vicent van Gogh - pintor pós-impressionista holandês morreu com vários problemas psiquiátricos agravados pelo consumo de absinto. Deixou em nota "A tristeza nunca vai embora".


Hitler e Eva

Adolf Hitler e Eva Braun - Hitler já se encontrava muito debilitado fisicamente e após perder a última batalha, a ofensiva das Ardenas, se deu um tiro enquanto Eva tomava veneno. Lembrando que a primeira "mulher" de Hitler - ainda que não fossem casados - também se suicidou porque não aguentava mais ele. E Eva já tinha tentado se suicidar antes, mas sem sucesso.




George Eastman - inventor do filme fotográfico e da Kodak, se suicidou com um tiro no coração. Em sua carta dizia "O meu trabalho está feito. Porque esperar?".

Por Julia Cruvinel

terça-feira, 9 de outubro de 2012

Meia-noite em Paris



 Se imagine passeando pelas ruas de Paris e ao ouvir as badaladas que indicam meia-noite tudo se transforma: você volta ao passado em uma década que você realmente gosta, sua “década de ouro”. Sim, é esse o enredo do filme “Meia noite em Paris” do Woody Allen. Esse filme recebeu várias críticas por ser bem parecido com o “A Rosa Púrpura do Cairo”, do mesmo autor, mas foi um sucesso de bilheteria e é realmente lindinho.
Para o protagonista, Gil, escritor de Hollywood que é razoavelmente bem sucedido e está passeando em Paris com sua noiva Inez, a década de ouro foi os anos 20 em Paris. Ele revive todas as madrugadas essa época quando ouve as badaladas e conhece personalidades como F. Scott Fiztgerald, Ernest Hemingway e Pablo Picasso. Mas a grande sacada do filme é quando Gil começa a perceber que o presente é subestimado e o passado é sempre valorizado por nós do presente, isto é, ao chegar aos anos 20, percebe que as pessoas dessa época gostariam de viver na Belle Époque (1880 a 1914) e ao chegar nesta última, percebe que os que viviam nela queriam viver na Renascença (séculos XIV, XV e XVI). 
Se fosse para eu escolher um período seria década de 60 em Liverpool, rs. E você, qual escolheria? (comente se quiser!) Enfim o filme é fofíssimo, cheio de lugares maravilhosos (afinal é Paris né?), cheio de romance e um pouco de história. Mas no final fica a dúvida: será que estamos em constante decadência, já que sempre consideramos o passado melhor? Será que no futuro, nós do presente seremos vangloriados mesmo com tantos escândalos sobre corrupção, poluição, entre outros? Será que no fundo o homem é sempre o mesmo, apenas o meio que muda?  


Por Julia Cruvinel

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Revolução Tropical

Olá gente! Estreando minha entrada no blog, quero falar um pouco sobre o documentário "Tropicália" que já está em cartaz em muitos cinemas, contando um pouco, com imagens reais, sobre esse movimento musical que foi tão influente na década de 60! A revolução que Caetano, Os Mutantes e muitos outros promoveram no meio musical contou com a participação de muitos, resultando em canções interessantíssimas  Coloquei o link do trailer aí para vocês terem uma amostra!

   

Por Júlia Coelho.